Os desafios das Grandes Agências é tema na ABRADI

Atualizado: 20 de Out de 2020

Em épocas de pandemia e quarentena como resistir, reinventar-se e avançar?



A ABRADI (Associação Brasileira dos Agentes Digitais), em parceria com a Digitalks, promoveu conferência online com o tema “Os Desafios das Grandes Agências” com o contexto do atual cenário da Pandemia do Covid-19. Os formadores convidados foram Fábio Trindade, CRO da Digital Business e Diretor dos Comitês da ABRADI; Márcio Toscani, CO-CEO & COO da Leu Burnett; e Mirian Shirley, CEO da Sapient AG2.


O Marketing da M4 participou do evento que aconteceu na manhã desta terça-feira (28/07) no formato on-line.


Grandes estruturas físicas vazias dando lugar ao home office


O primeiro desafio elucidado pelos palestrantes foi o impacto dos decretos estaduais que restringiram as atividades econômicas de maneira mais severa em muitos estados. Por consequência, muitas empresas, incluindo as agências, tiveram que fechar suas portas e redirecionar seus colaboradores ao home office quando seus trabalhos o permitiam.


“Enfrentamos muitas situações, onde montamos escritórios dentro de casas em um prazo muito curto de tempo. Mesas, cadeiras, internet, apoio psicológico tudo isso teve que ser providenciado do dia para noite. (...) para basearmos nossas ações elegemos três focos: Bem-estar das pessoas (colaboradores principalmente), bem-estar dos clientes e saúde financeira (da empresa)”, destacou Márcio da Leu Burnett.


Mirian Shirley, da Spient AG2, disse que esse impacto aparentemente negativo trouxe consigo novas oportunidades e como efeito exigiu ações rápidas das agências para capacitar seus colaboradores e seus clientes a se beneficiarem da melhor forma. “Nunca se aplicou ações tão rápidas, ágeis como agora. (...) no começo foi luto, tudo fechado. Mas em casa as pessoas passaram a consumir mais. Nunca se comprou tantas máquinas de fazer pão como esse ano por exemplo. (...) O faça você mesmo cresceu muito. Houve uma profunda mudança no comportamento do consumidor. Como ajudar nossos clientes neste Novo Normal’’, complementou Mirian.


Fábio Trindade destacou que a dificuldade de adaptação aconteceu para as empresas de um lado, mas também, para os profissionais que tiveram que mudar radicalmente sua rotina e criar uma estrutura em casa que antes não tinham e não precisavam. “Sou casado com filhos. Antes da quarentena, 6h15 da manhã já não havia ninguém em casa, onde nos reencontrávamos as 19h apenas. Agora todos em casa por horas, tendo que trabalhar e estudar’’, explicou.


Novo Normal, oportunidades, ambiente colaborativo e transformação do modelo de negócio


Com todas as mudanças, surge um novo negócio em comunicação?
Com todas as mudanças, surge um novo negócio em comunicação?

Fábio da Digital Business indagou: ‘‘Como será a nova configuração do mercado? Existe um novo mercado de comunicação surgindo?


Em resposta à provocação, Márcio disse que nada será como antes. Ele não acredita em players novos que surgiram com a pandemia. ‘‘Houve apenas uma aceleração de sua utilização e diante do cenário o aumento de sua relevância. O status quo foi desafiado e ganhou protagonismo’’, complementou.


Em ato continuo, Mirian afirmou que as novas oportunidades trouxeram junto a revisão das rotas que ligam as empresas aos seus clientes. ‘‘O lema agora é colaboração’’, exclamou. ‘‘Endossando o que o Márcio disse, o home office, o WhatsApp e outros players já estavam aí, mas o que era para ser implementado em meses, tiveram que ser antecipados, a situação acelerou tudo. Grandes prédios, custos com instalações enormes eram uma realidade, embora o home office já estava aí. As pessoas pegaram gosto agora, mas antes, eram resistentes. As empresas também pegaram gosto. Vamos precisar de tantos escritórios? Vamos precisar nos locomover tanto? Não seria uma solução para os problemas com transporte público?’’, refletiu Mirian.


A CEO da Sapient AG2 destacou também a importância de empresas realizarem a transformação dos seus negócios. Segundo ela, as instituições que passaram a fazer marketing digital já é avançaram; e-commerce a mesma coisa; aquisição de um CRM para insights para criação novos produtos e serviços mais ainda.


O CO-CEO & COO da Leu Burnett complementou dizendo que não se deve adotar mudanças, implementações por fazer, por razão de outras estarem fazendo. Para ele, é importantíssimo nesse processo indagar sempre sobre a real necessidade da empresa, do cliente. ‘‘É necessário ou modismo?’’, frisou.


Durante esse tópico, surgiu o questionamento sobre fusões e aquisições pelas agências. Todos os formadores foram unanimes em afirmar que só é interessante acontecerem quando ambas tiverem como motivação a complementação ou fortificação de uma fraqueza por parte da agência. Mirian destacou que é importantíssimo a mudança ocorrer de dentro para fora, por isso a fusão e aquisição devem acontecer quando existe a busca para soluções de problemas atuais.


As considerações finais


"Não podemos perder o brilho nos olhos, tampouco a motivação", afirmou Márcio.
Focar em soluções e oportunidades

Para Mirian o grande desafio é simplificar e agilizar. ‘‘Os clientes devem estar mais integrados em todos os processos. Seguir em home office sem perder o lado humano é outro desafio’’, finalizou.


Já para Márcio a grande herança da pandemia é que ninguém mais poderá dizer que ‘‘isso não dá para fazer’’. Segundo ele, tanto agências como vários setores destacando a educação, tiveram que fazer quase o impossível para manter suas atividades. E acrescentou: ‘‘Como conectamos todas essas pessoas e funcionar? Acredito que para cada tomada de decisão as pessoas devem estar em primeiro lugar. Não podemos perder o brilho nos olhos, tampouco a motivação’’, encerrou.


Fábio Trindade, em nome da ABRADI, encerrou o evento destacando a importância nesse momento de focarmos nas soluções e oportunidades, como, o ótimo debate sobre os assuntos propostos, promovidos pelos formadores.


A ABRADI


A Associação Brasileira de Agentes Digitais com frequência promove conferências de ótimo nível sobre temas relevantes aos associados.


É uma entidade de classe, sem fins lucrativos, que defende os interesses das empresas desenvolvedoras de serviços digitais no Brasil.


A entidade está presente nos estados do DF, GO, MS, PB, PR, RJ, RN, RS, SC, SP e na Região Norte. Atualmente, possui cerca de 600 empresas associadas. Promove um ambiente democrático e inclusivo para todas as empresas que tenham as soluções digitais como foco prioritário de atuação.


Adota como proposta principal, a mobilização das agências digitais em torno de propostas de consolidação do setor e no auxílio às empresas associadas na gestão de seus negócios. Estimula todos os associados a colaborar ativamente na discussão de normas e processos de excelência e a dialogar francamente com o mercado e os outros setores da sociedade. Acredita que bem geridas, essas empresas tornam-se construtoras de uma sociedade mais transparente e livre, que utiliza a Internet para se informar, estudar, fazer negócios e exercer seus direitos de cidadania.


Tem como propósito: ‘‘Apoiar e inspirar os agentes digitais na evolução de um ecossistema de negócios colaborativo, inclusivo e sustentável“.


Para mais informações, acesse o site da ABRADI – www.abradi.com.br


Jornalismo M4 (JMN)