Convergência Digital e o Sultão

O jeitinho de dizer muda tudo!
ERA UMA VEZ UM PODEROSO SULTÃO.

Cena do Filme Aladdin da Disney
Cena do Filme Aladdin da Disney

Uma noite, ele dormiu e sonhou. Sonhou que tinha perdido todos os dentes. A imagem perturbadora o acompanhou ao longo do dia.


Chamou, então, o sábio da corte para que interpretasse o significado da boca desdentada. O iluminado senhor ouviu atentamente a história do pesadelo noturno. Concentrou-se. Com olhar triste e voz embargada, explicou:


- Excelência, o sonho diz que o senhor terá vida muito longa. Tão longa que verá seus ascendentes e descendentes morrerem um a um. Chegará ao fim dos dias na mais deprimente solidão.


À medida que ouvia as palavras, o sultão se indignava. Mal conseguia deixar o outro chegar ao fim. Quando a previsão acabou, ele ordenou, indignado:


- Castiguem o insolente com 80 chibatadas. E chamem o segundo sábio.


Assim foi feito. O sub ouviu a narrativa com respeitosa concentração. Depois, semblante alegre e largo sorriso, disse, com incontida euforia:


- Excelência, que sorte a sua. O sonho diz que seus ascendentes e descendentes tornarão o sultanato grande potência mundial. E, bênção suprema, Vossa Majestade verá a revolução que eles processarão ao longo dos anos.


O Sultão não conteve o júbilo. Presenteou o dono de tanta sapiência com 80 moedas de ouro. Quando os dois sábios se encontraram, o primeiro, cheio de dores e hematomas, comentou com o segundo:


- Não entendo. Nós dissemos a mesma coisa. Mas a reação foi diferente. Eu fui punido; e você, premiado. Por quê?


O colega mirou. Maroto, respondeu:


- É jeitinho de dizer.



Análise dos sonhos com o dia a dia de uma agência, assessoria de imprensa ou redação

O que o sonho tem a ver com a rotina das agências, assessorias de imprensa e redações? Ambos têm um denominador comum. É a habilidade e comunicação. Escrever e falar são verbos transitivos. Quem escreve ou fala escreve ou fala para alguém. Nós escrevemos para o leitor e falamos para o ouvinte. 

O objetivo maior é que o receptor entenda a mensagem. Mais ainda em nosso caso: que aprecie. 

O tempo investido em post, artigo, reportagem, telejornal ou entrevista deve ter retorno garantido - apuração séria, informações corretas e estilo atraente. 

O ponto a se refletir não reside no que dizer. Mas no como dizer. Três fatores ditam a língua a ser usada - o veículo, a natureza do texto e o público receptor. O rádio exige coloquialismo. A tevê, agilidade. A web, síntese. O jornal, tudo isso e algo mais.

O editorial pede terno e gravata. Nunca smoking. Reportagens, entrevista, perfis vão bem de blazer e calça jeans. Nunca de bermuda e camiseta. Colunas, crônicas e blogues podem aparecer de sunga e sandália ou traje de baile. É escolha do autor.

No exercício profissional, somos poliglotas da nossa língua. Mas, seja qual for o dialeto escolhido, seja qual for o veículo, seja qual for o destinatário a mensagem precisa atender a 10 requisitos essenciais. Sãos os mandamentos da comunicação. Com eles, dá-se o recado. Sem eles, perde-se o esforço. 


Formação M4




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